terça-feira, 26 de outubro de 2010

ANDRÉ GONÇALVES

Entrevista a André Gonçalves em www.futsalportugal.net

Queremos ser Campeões

André Gonçalves nasceu em Porto Alegre, no Brasil. O futsal já vem de família e rapidamente se percebe que é pelo campo que André pretende fazer vida. Inicia a sua carreira no Sport Clube Internacional, clube da sua terra, aos 16 anos. Passa por clubes como o Flamengo, Paraná Clube, ACBF - Carlos Barbosa e Santa Fé Futsal, mais recentemente.
Aos 30 anos, atravessa o Atlântico com a família para fazer campeão o Clube, Os Belenenses.

A que se devem os 13 golos que fazem do André o melhor marcador do campeonato até à 6ª jornada?
Não sei. Não tem explicação. O ambiente entre os colegas, talvez. Entre nós corre tudo muito bem. Não nos conhecíamos, mas estamos a dar-nos todos muito bem e isso é uma coisa boa.

Qual é a sensação de ser o melhor marcador?
É uma sensação boa e de gratificação pessoal e profissional.

É mais fácil marcar golos em Portugal?
Não sei se é mais fácil, mas como é o meu primeiro ano cá o adversário ainda não me conhece.

Como é que era no Brasil?
No Brasil já me conheciam, mas mesmo assim marcava. Em São Paulo fui o segundo melhor marcador do campeonato estatal de São Paulo.

Então não é novidade ser o melhor marcador…
Não, mas não sou de me vangloriar. Treze golos é bom. Sou agora o melhor marcador, mas pode mudar.

Como é que se está a sentir no Belenenses?
Nunca senti que uma época me tivesse começado tão bem como esta no Belenenses. Estou-me a sentir bem. E agora que a minha família chegou melhor ainda. Tenho 2 filhos, uma menina de 8 anos e um menino de 2. Estava cheio de saudades dos meus filhos e da minha esposa. Falava todos os dias com eles pela internet, mas não é a mesma coisa. Nem parece que estou fora do Brasil. Os adeptos, os técnicos...

Como são os adeptos do Belenenses?
Os adeptos acompanham os jogos. No Brasil era mais difícil ter adeptos quando íamos jogar fora. Aqui não. Quando vamos jogar a casa do adversário temos sempre adeptos nossos e isso inspira-nos e dá-nos vontade para lutar e vencer.

O que é que lhe dizem os adeptos no fim dos jogos?
Agradecem bastante e dizem: Bom jogo. Chamam-me o Nosso Goleador e é muito bom. É uma satisfação enorme receber um comentário ou um sorriso.

Quais são as principais diferenças entre o futsal no Brasil e em Portugal?
No Brasil treinávamos mais vezes e até no dia dos jogos. Tínhamos jogos de noite e treinávamos de manhã, por exemplo. E o intervalo de um para outro era mais pequeno. Lá podíamos jogar aos sábados e depois à quarta, mas também porque tínhamos o campeonato nacional e o campeonato estatal. Acho que o rendimento melhora quando há um jogo por semana e acho que também me estou a sentir bem por causa disso.

Como vê o futsal em Portugal?
É um campeonato muito competitivo, com equipas equilibradas e jogadores bons, que proporcionam um bom jogo. Estou a gostar.

Qual era o conhecimento anterior do futsal em Portugal?
Não acompanhava o futsal português, sinceramente. Mas quando ainda estava em São Paulo e o Sid veio para o Belenenses começámos a falar dos jogos e eu acompanhava-os pela internet.

Perspectivas futuras?
Há a possibilidade de assinar por mais um ano com o Belenenses, mas vamos ver. Eu pretendo ficar. Ainda ontem, estava a comentar com o Marcão sobre o facto de o Belenenses ser sempre vice, vice, vice. E este ano vai ser diferente porque eu vim para cá para ser campeão. O grupo é recente, mas tem jogadores experientes: Israel, Zé Maria, Jardel, Marcão e, isso ajuda. Estamos determinados e queremos ser campeões.