quinta-feira, 21 de outubro de 2010

NÃO ÀS CARPIDEIRAS PROFISSIONAIS

Agora é quase diariamente...


Lá vêm comentadores e jornalistas pseudo-belenenses ou que tiveram um familiar belenense a chorar lágrimas (para mim) de crocodilo.

Tanta pena e são um dos culpados dos nossos problemas, ao fazerem a propaganda incessante dos clubes que nos rodeiam, e ao viverem nesse e desse sistema...

São como aquelas carpideiras que choravam os mortos, porque era a sua profissão.

Mas nós não estamos mortos e já várias vezes ressurgimos quando alguns já nos tinham preenchido a certidão de óbito....1961, 1967, 1982, 1997... E cá estamos. Noventa e um anos depois de um presidente do Benfica dizer que não durávamos três meses. Não se subestime a nossa capacidade de resistência. Mesmo sendo verdade que temos mais dedos apontados do que a quem deve 400 milhões e compra tudo quanto mexe...

Hoje, veio o Santos Neves, no jornal A Bola. Confesso que o referido senhorme é neutral ou mesmo ligeiramente simpático. Não me provoco urticária como por exemplo um Fernando Guerra, que ainda hoie escrevia que o Benfica teve muito azar no jogo com o Lyon, apesar de não ter feito nenhum remate dirigido à baliza - é o que dizem as estatísticas, que eu não vi o jogo.

Mas lá vem a tese, suspeita, de tão repetida: acabem com o futebol, (profissional) e dediquem-se a algumas modalidades criteriosamente escolhidas e à formação do futebol. Como eu não sou parvo, facilmente descodifico: dediquem-se lá a umas modalidades que não chateiem o Benfica e o Sporting, e façam formação para os mesmos 2 clubes irem lá buscar o que lhes interessa. Desapareçam, porque o nicho de adeptos que ainda conservam, sempre ainda são jeito aos dois manganões.

E é isto. Mas as referências de Santos Neves, sem tal intenção, também revelam algumas das causas da nossa decadência, desde logo na raiz antiga dos adeptos sempre ausentes.

Quanto ao resto: obrigadinho... mas deixem-nos em paz! Só para estas merdas é que se lembram de nós!