segunda-feira, 1 de julho de 2013

A TRAPALHADA DAS CONTRATAÇÕES

Pode ser que saia bem. Épocas houve, tratadas em cimo do joelho,  à última da hora ou em situações periclitantes, que correram bem (v.g, 1987/88 e 2006/2007); e outras, preparadas com bastante antecedência, que correram mal (v.g. 2005/2006). Cinjo-me a tempos recentes ou relativamente recentes - mas, como é óbvio, fora da estúpida lógica popularizada de que ter boa memória é lembrar (só) os últimos 3/4 anos.

Dito isto, como princípio, penso que é bastante melhor preparar as coisas com tempo. Nesse aspecto, poucas vezes houve tanta folga para pensar a época seguinte e tantas expectativas que assim fosse. Em Janeiro, o regresso à 1ª divisão era certo, certíssimo (sei que há gente, mesmo que muito dada a contabilidade, que não sabe fazer contas; mas não posso crer que tal seja o caso dos responsáveis da SAD); e em Janeiro mesmo, parecendo confirmar em cheio  a esperança de coisas bem programadas, foi-se buscar uma série de jogadores de futuro: Rafael Veloso, Daniel Martins, Botaka. Havia, é claro (claro para uma minoria, diga-se) a hipótese de ir à final da Taça de Portugal e, assim, à Liga Europa. Mas suponho que - infelizmente - isso nunca foi tomado muito a sério nem como importante (seguramente, foi considerado bem menos importante que o títulozinho da 2ª, que muito caro nos há-de sair em termos "morais") e, praticamente, ficou afastado em 27 de Março.

No dia 1 de Julho, estamos quase na estaca zero e não se vê nenhuma lógica. Temos, apenas, Adilson (vindo do Atlético) e, possivelmente, o internacional islandês Danielsson (na foto). Ora, o que clara e urgentemente necessitamos é de um  avançado, um central, um defesa esquerdo, um nº 10 alternativo a Tiago Silva (tanto mais que Desmarets saiu e Si Salém parece fora do baralho); depois, como complemento, mais um ala e um nº 6.

Assim, sendo, nenhuma das primeiras prioridades foi preenchida. Nenhuma! Danielsson parece uma boa contratação. Mas para que lugar? Aparentemente para nº 6 ou nº 8. É benvindo, claro. Mas para essas posições, com Diakité, Ricardo Alves e Fernando Ferreira (sem esquecer o Ruizinho) não estávamos "à rasca", como estamos noutras posições. Adilson pode pegar de estaca. Pode e esperemos que sim. No entanto, é difícil esperar que seja de imediato a tal "mais-valia" ou que de imediato compense a perda de Desmarets.

Neste momento, e para já, o nosso plantel não é melhor do que o do ano passado e ficou deficitário do lado esquerdo (sem Nelson e Desmarets). Adicionalmente, fica claro que ainda se anda à procura do essencial. Há dias, eu pensava que o problema era a estratégia errada e não ir anunciando o que já tinhámos. Hoje, vejo que afinal a questão é mesmo que (ainda) não temos. E não mevenham com as crenças (mas será que esta gente nunca aprende?)ou a suposição de que Van der Gaag é a perfeição encarnada e não ("somente"), um treinador que a época passada fez um trabalho muito positivo.