sábado, 28 de setembro de 2013

OLÁ, SENHOR BELENENSES!

Hoje, sim, foi o regresso do Belenenses!
 Sim, hoje, porque, do ano passado, conservo apenas o alívio e a gratidão da subida (junto com a frustração de se preferir um título insignificante a um relevante). E, obviamente, o começo desta época deixou interrogações e frustrações no ar.
 Gosto muitíssimo de dizer bem; e se muitas vezes digo "mal" é com tristeza e sempre com razões que justifico. Sinto-me feliz por hoje ter a oportunidade de dizer, muito bem.
 Um empate em casa do benfica é um bom resultado, claro; mas há muitas maneiras de o obter. O de hoje, merece os maiores elogios.
 Fizemos uma exibição que, nos piores (e raros) momentos, foi razoável; que, na maioria do tempo esteve entre o boa e muito boa; que em vários momentos até raiou a excelência.
 Mais elogiável é o que se passou, quando tivemos uma semana com 3 jogos e cheia de carga psicológica, dados os problemas cardíacos de Van der Gaag, quando revelámos alguma tremideira defensiva inicial, quando nos vimos a perder logo aos 16 minutos, na primeira (e numa das raras) das oportunidades do benfica, que não foram mais do que as do Belenenses, quando na dúvida o árbitro beneficiou sempre o benfica, quando ficou um penalty claríssimo por marcar a nosso favor, por descarado puxão e depois agarrão a João Afonso.
 O modo como jogámos revelou trabalho e vontade de progredir - tanto dos treinadores como dos jogadores. Mostraram a capacidade de dar a volta por cima. Esperemos não ver infirmadas as expectativas de hoje.
 Embora seja o colectivo que mais se deva destacar, apesar de belíssimas exibições, por exemplo, de Fredy, Meira ou Danielson, não resistimos a salientar dois gigantes: Tiago Silva e Diakité (este o autor do nosso golo).
 No dia dos seus 29 ano - 29 anos!!! - a Fúria Azul teve uma belíssima prestação. Não eramos muitos, pelo menos os que foram para o sector do povo, mas houve uma alma incrível. Só lamentamos que hajam vários adeptos que preferem o croquete e as posições de "boa vista" - de outro modo, dar-se-ia outra (e melhor) imagem do clube.
 Saí da Luz de alma lavada. Também com as boas notícias do Futsal (com uma corajosa equipa de "miúdos") e do Rugby, voltei a ver um clube que resiste. No Belenenses, nas últimas décadas, houve poucas flores (para o clube que fomos). Somos uma árvore que floresce pouco, que perdeu muitos ramos, mas de raízes poderosas - por isso, e apesar de tudo, conseguimos sempre renascer.
 Viva o Belenenses!