segunda-feira, 7 de outubro de 2013

NÃO, NÃO ESTÁ TUDO BEM

Foi um fim-de-semana auspicioso em termos de resultados. Ganhámos em Futebol, subindo 6 posições de uma só vez; ganhámos quase tudo o resto de seniores (Futsal, Futebol Feminino, Andebol, Rugby).
É capaz de haver quem pense que (já) está tudo bem. E já nem falo naquelas coisas que só mesmo no Belenenses da decadência podem acontecer: os que vêm censurar os que estavam insatisfeitos quando (em Futebol) estávamos no fundo da tabela (como se isso não fosse o normal em adeptos), e que até acham que estes últimos se tornaram indignos de se sentir satisfeitos, por alegada incoerência (como se não fosse isso o normal em adeptos, essa raça maldita). Para além disso, não, não está tudo bem. na verdade está muito mais mal do que bem.
O Belenenses continua a ser uma sombra triste do que foi. A sua projecção deu um trambolhão brutal (só não repara quem chegou agora) de que só timidamente se levantou. As assistências, embora com ligeira melhoria, continuam a ser deprimentes (cada tombo de 30% só é recuperado em 5% ou 10%). Cada vez temos mais biclubistas e cada vez mais eles estão à vontade. Gente que não presta para nada, nem como pessoa, nem como Belenenses, fala em bico de pés, com uma arrogância e autoridade cuja dimensão só tem par na sua ignorância e estupidez. Os símbolos do clube são esquecidos, ignorados, maltratados. Quem contribuiu para aguentar e fazer grande o clube é aviltado. Muitas coisas só se aguentam pelo esforço de alguns bravos servidores do clube, não raramente insultados. A conversa oficial repisa sempre e sempre e smpre a situação financeira - o maior repelente possível de adeptos.Não temos nenhuma hipótese de voltar a ser grandes ou sequer médios, porque a mentalidade dos sócios e "adeptos" é tão pequenina, que nunca puxará para aí - até se revoltaria se houvesse algum assomo de grandeza. As pessoas precipitam-se para proclamar que somos "pequenos". Considera-se importante o que é mesquinho; e inútil o que é importante. Diz-se e reage-se invariavelmente ao contrário do que se devia. Só as coisas ridiculamente pequenas do interesse pessoal de cada um provocam reacções e revoltas. Só as coisas parvas ou vulgares despertam interesse.
O optimismo e o pessimismo são desequilíbrios. Não nos interessam. Temos é que ver as coisas como são. Mas é claro que há quem se contente com pouco, se não disser respeito ao seu umbigo, porque a capacidade de se identificar com algo maior  está ausente.